Eu vivi ou sonhei?

Hoje lembrei de você, a memória foi tão real que eu senti como se você estivesse do meu lado, como se você ainda existisse.
Te senti como a tempo não sentia, o calafrio quando você dizia meu nome ainda existe, mesmo que só na minha caixinha de memórias.
Eu sinto sua falta e não entendo como em tão pouco tempo se tornou tão importante, sinto falta das suas mãos, do seu abraço, das suas piadas que só eu achava graça.
A correria do meu dia valia a pena quando o seu sorriso me encontrava, quando apenas nós bastava.
Queria a explicação, mas encontrei mais dúvidas, a vida é feita delas e você é todo feito de vida.
E lá vou eu de novo falar de você, contar o quanto foi bom estar ao seu lado, o quanto eu queria voltar no tempo pra te ter de volta.
Diziam que daria certo e eu acreditei, te desenhei com o meu melhor lápis, a pena é que foi a lápis.
Fugir não adianta, a tentativa foi feita, mas eu realmente espero não ter que olhar nos seus olhos se for pra que você desvie seu curso.
Pessoas não são substituíveis e isso me desespera, o tempo passa e o relógio marca o nosso ponto inicial, você se alojou nos meus móveis e cada mexer de folhas trás uma característica sua que eu não sei se quero esquecer.
Talvez você não lembre de tudo o que te falei como lembro de cada palavra sua, mas tem uma coisa que eu quero que você nunca esqueça, somos todos feitos de poeira de estrelas e a gente sempre encontra o caminho de volta pra casa.
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